DEGENERAÇÃO MACULAR



A degeneração macular é uma doença na qual a mácula, a área central e mais vital da retina, degenera. A doença afeta indivíduos idosos, é igualmente comum em homens e em mulheres e é mais comum em indivíduo da raça branca que em indivíduos da raça negra. A sua causa é desconhecida, mas ela tende a ocorrer em famílias. Existem duas formas de degeneração macular. Na degeneração macular atrófica (seca), ocorre o depósito de um pigmento na mácula sem evidências de cicatrizes, sangue ou outra perda líquida. Na degeneração macular exsudativa (úmida), o material que extravasa (exsudato) forma um montículo freqüentemente circundado por pequenas hemorragias. Finalmente, o montículo contrai e deixa uma cicatriz. As duas formas de degeneração macular geralmente afetam ambos os olhos ao mesmo tempo.


Sintomas e tratamento


A degeneração macular produz uma perda da visão de forma indolor, a qual pode ser lenta ou súbita. Ocasionalmente, o sintoma inicial é uma distorção em um olho, de modo que as linhas finas e retas pareçam sinuosas. Algumas vezes, o médico pode observar alterações físicas precoces próximas à mácula, inclusive antes do surgimento de sintomas. A degeneração macular pode comprometer gravemente a visão, mas ela raramente acarreta cegueira completa. A visão nos limites externos do campo visual (visão periférica) e a capacidade de distinguir cores geralmente não são afetadas. Praticamente não existe tratamento para a degeneração macular. Contudo, quando ocorre o crescimento de novos vasos sangüíneos na mácula ou ao seu redor, a fotocoagulação com laser pode destruí-los antes que eles causem maiores danos.



AVASTIN, LUCENTIS e MACUGEN

TRATAMENTOS DE DOENÇAS DA RETINA COM INJEÇÕES INTRAVÍTREAS


As injeções intra-vítreas de medicamentos são uma opção para o tratamento de diversas doenças da retina, com tratamento localizado e concentrado diretamente na região das mesmas.



MEDICAMENTOS ANTI-VEGF


O uso de medicamentos anti-VEGF (AVASTIN - LUCENTIS - MACUGEN) revolucionou a oftalmologia nos últimos 5 anos. Estes medicamentos bloqueiam o VEGF-A” (fator de crescimento endotelial vascular A)

O Avastin® foi inicialmente aprovado pela FDA (órgão americano que regulamenta a liberação de medicações) para o tratamento do câncer colo-retal metastático.

Várias investigações científicas confirmaram que o “VEGF” é uma das causas de crescimento

Novos medicamentos como o LUCENTIS(Ranibizumab), MACUGEN (Pegaptanib), com o mesmo objetivo do Avastin para o tratamento de doenças da retina caracterizadas pela presença de:

-membrana neovascular sub-retiniana (vasos sanguíneos anormais que crescem sob a retina);

-neovascularização intra-ocular (vasos sanguíneos anormais que crescem sobre a retina, disco óptico, íris, ângulo da câmara anterior) e

-edema macular (inchaço na área central da retina, a mácula).

O tratamento de doenças da retina com Avastin® tem mostrado resultados benéficos, com potencial para diminuir a perda visual e, algumas vezes, até mesmo melhorar a visão dos pacientes dependendo do tipo de doença, gravidade e duração dos sintomas.

Administração do medicamento

O procedimento deve ser feito em hospital, centro cirúrgico ambulatorial ou clínica oftalmológica especializada por médico especialista.

Após anestesia local e medidas de assepsia e anti-sepsia, o medicamento é injetado dentro do olho, no vítreo (substância gelatinosa do segmento posterior do olho). Avastin® é administrado em intervalos regulares, a cada quatro a seis semanas, durante um período de tempo necessário para atingir o objetivo do tratamento. Pode haver necessidade de novos tratamentos, conforme a evolução da doença.


Tratamento de Degeneração Macular Exsudativa


Lucentis ® foi testado em estudos clínicos controlados nos quais foram demonstradas sua segurança e eficácia no tratamento da DMRI exsudativa.

Os estudos clínicos MARINA, ANCHOR e PIER, com mais de 1.300 pacientes com DMRI exsudativa, demonstraram que o tratamento com Lucentis® consegue estabilizar a visão em 90 a 96% dos casos (comparado com 64% na terapia fotodinâmica com verteporfina) e consegue melhorar a visão em 34 a 40% dos casos (comparado com 6% na terapia fotodinâmica com verteporfina).

O tratamento preconizado inclui injeções mensais de Lucentis® durante um ano. Apesar de menos efetivos, esquemas alternativos com menos injeções de Lucentis® podem ser realizados e demonstraram-se melhores do que a evolução natural da doença.


Tratamento de Oclusões Venosas da Retina


Lucentis® foi testado em estudos clínicos controlados nos quais foram demonstradas sua segurança e eficácia no tratamento de edema macular decorrente de oclusão da veia central e oclusão de ramo venoso da retina.

Os estudos clínicos CRUISE e BRAVO, cada um com mais de 390 pacientes com edema de mácula devido a oclusões venosas da retina, demonstraram que o tratamento com Lucentis® consegue melhorar a visão de maneira significativa em 48 a 61% dos casos (comparado com 17 a 29% nos grupos tratados com placebo).

O tratamento preconizado inclui injeções mensais de Lucentis® por 6 meses.


TRIANCINOLONA


Características e indicações


Os corticosteróides são hormônios que ocorrem naturalmente no organismo e que possuem atividade anti-inflamatória. A Triancinolona é um um corticosteróide sintético (anti-inflamatório esteroidal) bastante utilizado em Oftalmologia para injeções perioculares e intra-oculares.

Baseados nos resultados de estudos clínicos nos quais foram demonstradas a sua segurança e eficácia, Triancinolona foi aprovada pela FDA (órgão americano que regulamenta a liberação de medicações) para injeção intra-ocular no tratamento das seguintes doenças oculares: uveítes, doenças inflamatórias oculares resistentes ao tratamento com colírios de corticosteróides, oftalmia simpática e arterite temporal; além da utilização durante cirurgia de vitrectomia para melhorar a visibilidade do humor vítreo. Seu uso em outras doenças dos olhos é denominado “off-label” nos EUA.

Inúmeras investigações científicas confirmaram que a presença de inflamação é uma das causas de permeabilidade anormal dos vasos sanguíneos que provocam doenças da retina.

Oftalmologistas têm utilizado Triancinolona para o tratamento de várias doenças da retina que se caraterizam por:

-edema macular (inchaço da área central da retina, a mácula) e

-membrana neovascular sub-retiniana (vasos sanguíneos anormais que crescem sob a retina).

Além disso, o tratamento de doenças da retina com Triancinolona tem mostrado resultados benéficos, com potencial para diminuir a perda visual e, algumas vezes, até mesmo melhorar a visão dos pacientes dependendo do tipo de doença, gravidade e duração dos sintomas.


Administração do medicamento


O procedimento deve ser feito em hospital, centro cirúrgico ambulatorial ou clínica oftalmológica especializada por médico especialista.

Após anestesia local e medidas de assepsia e anti-sepsia, o medicamento é injetado dentro do olho, no humor vítreo (substância gelatinosa do segmento posterior do olho). Pode haver necessidade de novas injeções de Triancinolona, conforme a evolução da doença.